"O Sertãomundo de Suassuna"

Fazer um documentário deve ser bem mais difícil do que fazer um longa normal. Não no sentido técnico, pois das minhas idéias ainda não amadurecidas, a que eu faria primeiro seria um documentário, pela própria simplicidade que, no meu ver, esses filmes têm. Acho que o principal em um documentário, o objetivo, é gerar interesse no espectador, levá-lo na sua linha de pensamento, sem que ele se perca, até a conclusão. Eu passei por isso na última terça-feira, assistindo a "O Sertãomundo de Suassuna". Logo eu, que mesmo lendo bastante, sempre preferi os temas mais universais, vindos da própria natureza humana, aos temas vindos da natureza física, geográfica. "Erro meu em achar que a literatura regional não tem esse tipo de profundidade", foi o que eu pensei no decorrer do filme, que me esclareceu muita coisa e me ajudou a derrubar certas barreiras contra esse tipo de literatura. Entre as boas surpresas do documentário, estão as explicações sobre o processo de criação literária de Suassuna, como as influências artísticas e pessoais, e o que foi, pra mim, o melhor depoimento: Ariano Suassuna fala sobre o que a arte representa em sua vida. Muito bom.
Foto de Cássia Moura. Ariano Suassuna e o diretor Douglas Machado
Site da Trinca Filmes: http://trincafilmes.dombarreto.g12.br
Escrito por fat green men às 02h54
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"Um filme para os amantes do pensar"

E por falar em filmes que foram baseados em livros não-ficcionais, tenho que recomendar "Ponto de Mutação". O filme tem uma estrutura bastante simples, consiste apenas em uma longa conversa entre três pessoas, uma cientista, um poeta e um político, mas é extremamente envolvente. Assista com atenção aos primeiros vinte minutos e você saberá do que eu estou falando. Seria impossível resumir aqui os assuntos abordados no filme, já que ele próprio já é um resumo dos abordados no livro do físico austríaco Fritjof Capra, irmão do diretor do filme, Bernt Capra. Mas falando do filme em si, sua estrutura é simples, como eu já disse, mas possui uma bela fotografia (auxiliada pelas belas locações), trilha sonora do Philip Glass, e elenco muito bem escolhido, com atores competentes, mas não muito conhecidos. Quando eu o assisti pela primeira vez, achei o roteiro excepcional, realmente fantástico. Mas quando tive contato com o livro, vi que ele é ainda mais que isso. Uma adaptação realmente brilhante.
Escrito por fat green men às 00h59
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"...the dreams in which I'm dying are the best I've ever had..."

Assistir a um filme baseado em um livro do qual você gosta muito sempre é difícil, ainda mais quando o livro não consiste em uma narrativa de ficção. Foi o que aconteceu com Donnie Darko, que é baseado nas idéias do livro "Uma Breve História do Tempo", do matemático/astrofísico inglês Stephen Hawking. Mas quem disse que eu sabia disso, antes de começar a ver o filme? Eu nunca imaginei que Donnie Darko fosse o que ele é, em todos os aspectos. Nunca tinha ouvido falar do filme, e sempre desprezei a capa feia que mofava na locadora. Um belo dia eu fui convocado pra vê-lo na casa de uma amiga, e fui simplesmente arrebatado. O filme se passa em 1988, e o diretor estreante Richard Kelly consegue nos transportar pra esse ano, com a ajuda da fotografia e da trilha sonora, principalmente. O enredo do filme não chega a ser envolvente, se eu contar aqui, mas é no mínimo curioso. O tal Donnie Darko, do título, é um adolescente introspectivo e meio problemático. Uma noite ele acorda fora de casa, sem lembrar como foi parar ali, e quando volta, descobre que se tivesse dormido lá certamente teria morrido, pois seu quarto tinha sido invadido por uma turbina de avião. No decorrer do filme, Donnie começa a receber visitas de um coelho gigante chamado Frank, que o alerta sobre o fim do mundo, que de acordo com ele acontecerá daqui a 28 dias. A inteligência do roteiro, a maneira como as idéias do livro foram trasportadas para o filme, me fazem lembrar de "Ponto de Mutação" outra adaptação de um livro não-ficção de extrema coerência. E o melhor: Richard Kelly, que disputa com Darren Aronofsky o prestigiado título de meu "novo-cineasta" favorito, e também vem de uma família de matemáticos e engenheiros (o pai dele é engenheiro na NASA), está preparando um roteiro baseado num livro de ficção científica extremamente pessimista e irônico (duas palavras que eu gosto bastante), chamado "Cama-de-Gato", de Kurt Vonnegut. Prestaram atenção no que eu falei? Ele é ROTEIRISTA do filme, e sabem quem vai dirigir? DARREN ARONOFSKY. Esse vai pra lista "Filmes que eu ainda não vi mas são candidatos em potencial aos meus preferidos".
Escrito por fat green men às 13h40
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A Praia

Quando eu vi "A Praia" pela primeira vez, não esperava muita coisa. Todo mundo dizia que o Danny Boyle tinha se vendido pra Hollywood, e ver o Leonardo DiCaprio em "Gangues de Nova York" também gerou um certo preconceito na minha cabeça. O filme me surpreendeu. Não achei perfeito, claro, e não engoli a atuação do DiCaprio também. Afinal, tinha outras coisas pra colocar em primeiro plano, como a fotografia, a trilha sonora e as entrelinhas. Entrelinhas em "A Praia"??? É, eu não acho que seja um filme superficial. Sociedade alternativa? As pessoas não estão preparadas pra renunciar ao capitalismo, mas continuam pregando a tal renúncia. É o que acontece nas Raves pelo Brasil. No fim de semana todos os pseudo-alternativos correm pra sítios e lugares distantes pra ficar "em contato com a natureza", mas e depois? Mudou alguma coisa? NADA. Pra mim essa é a principal mensagem de "A Praia". Só teoria, nada de ação. Isso foi o que ficou na primeira vez em que vi o filme. Discutindo com as pessoas, vi que não tinha muita gente que compartilhasse da minha opinião, e aproveitei a chance de ver o filme novamente, mesmo que na Rede Globo.
Retiro o que eu disse sobre o Leonardo DiCaprio. Sabendo de antemão o que estava por vir no filme, deu pra prestar atenção em outras coisas, e eu percebi que o papel cai como uma luva no DiCaprio, e que talvez o Ewan McGregor realmente não ia proporcionar um resultado melhor. Antes de me xingarem, deixa eu explicar. O Ewan é escocês, e é um dos melhores atores que eu já vi, mas repito, o papel cai como uma luva pro DiCaprio. E o filme não deixa de ser um filme do Boyle, as cenas mais criticadas, como a do tubarão e a do video game, fazem parte da coleção de delírios que ele sempre inclui nos filmes dele. Claro que não chegam aos pés do Mark Renton nadando no vaso sanitário, mas são bem melhores que os números musicais de "Por uma vida menos ordinária". Hoje o Danny Boyle me convenceu que sua obra chega muito perto da perfeição. Que venham mais filmes dele.
Escrito por fat green men às 04h21
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Peixe Grande

Com a crise no cinema de Teresina, eu parei de ir ao shopping. Passei um bom tempo, e a primeira coisa que eu fiz quando voltei a andar por lá foi ir ver se tinha algum cartaz promissor pra eu ter o que esperar. Isso aconteceu há uns meses e eu me lembro bem o que eu senti quando vi um enorme banner com umas árvores e um nome estranho: Peixe Grande. As luzes apagadas do shopping quase fechando e a beleza do banner deram um tom de delírio àquele momento. Cheguei em casa e fui pesquisar, e tive boas surpresas ao saber da equipe do filme (Tim Burton, Ewan McGregor, Albert Finney, Jessica Lange, Helena Bonham Carter, Danny DeVito, Steve Buscemi...). Esperei ansiosamente a data de estréia nacional, se tinha o banner enorme e era um filme meio "fantasia", devia estrear por aqui. Mas me enganei. Não estreou na data, nem na semana seguinte, nem na próxima, e eu já estava torcendo pro dvd não demorar pra chegar às locadoras. Quando eu recebo uma noticia via telefone: ESTREOU BIG FISH! Me programei e lá estava eu na primeira oportunidade. Só eu sei o quanto aquela sexta-feira e aquela tarde de sábado foram longas. Resultado: o filme é literalmente um sonho, delirante, muito bom mesmo. Não sou otimista e não costumo ver beleza na vida. Sempre gostei mais de filmes com o fator emocional carregado negativamente. Ora, entre os meus preferidos estão Magnolia, O Doce Amanhã, O Quarto do Filho, Paris Texas, Paraíso... todos eles muito tristes. Peixe Grande definitivamente não é o meu tipo de filme, muito menos O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Mas o bom desses dois filmes, que têm as mensagens principais bem semelhantes, é que mesmo me mostrando uma visão de vida totalmente diferente da que eu tenho, eles me convecem. Podem me convencer apenas através das duas horas que eu passo assistindo, ou apenas por alguns dias depois, mas ambos enchem meus olhos quando eu vejo, e me deixam achando que talvez o defeito seja meu mesmo, e não da vida.
Escrito por fat green men às 04h06
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"Paris, Texas"

"Ele a largou lá e voltou pra cama, e deitou escutando ela gritar. E ele escutou o filho gritar, e ficou surpreso consigo mesmo porque não sentia mais nada. E pela primeira vez, ele desejou estar longe. Perdido num país vasto e profundo onde ninguém o conheceria. Algum lugar sem ruas ou língua. Ele sonhou com esse lugar sem saber seu nome. E quando ele acordou, ele estava pegando fogo. Havia chamas azuis queimando os lençóis da cama dele. Ele enfrentou as chamas pelas duas únicas pessoas que ele amara... mas elas tinham ido embora. Seus braços queimavam, e ele se jogou pra fora e rolou no chão molhado. Então ele correu. E nunca olhou pra trás. Apenas correu. Ele correu até o Sol nascer e ele não poder correr mais longe. E quando o Sol se pôs, ele correu novamente. Por cinco dias ele correu dessa maneira, até que o último sinal de humanidade desapareceu."
Escrito por fat green men às 02h11
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Nó na Garganta

Tive umas duas oportunidades de ver esse filme antes e perdi, mas hoje deu certo. Eu tinha visto o trailer há muito tempo (muito mesmo), e ele me impressionou de um modo que não sei explicar. Se vendo o filme você estranha certas passagens, imagine as passagens mais estranhas num compacto de um minuto e meio. A mistura de maldade, sarcasmo, sadismo e inocência do garoto Francis me fizeram lembrar de Laranja Mecânica, no qual o anti-herói conquista a nossa simpatia irremediavelmente. Está tudo lá, o filme é tão forte quanto, lotado de entrelinhas, completamente delirante, cruel, sádico e irônico. Eu sei que quando eu escrevo de madrugada eu tendo a escrever coisas das quais eu posso me arrenpender no outro dia, mas eu diria que o filme é uma mistura de Laranja Mecânica com Guerra dos Botões. E por falar em guerra dos botões, eu estou iniciando uma campanha de busca pelos meus filmes de infância. Se alguém tiver guerra dos botões, todos os cães merecem o céu, ou outros no mesmo estilo, me avise.
Escrito por fat green men às 03h31
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mas prefiro "Tempestade de Gelo" porque...

É mais próximo da realidade, mais sutil, mais sensível, não tem personagens caricatos, a trilha sonora é melhor, a maioria das atuações também, o filme é frio (literalmente) e muito triste, o roteiro é mais simples, mas os personagens são mais complexos, não tem frases de efeito e a mensagem final nem passa perto da auto-ajuda, e, principalmente, a mídia mundial não falou que era "um tapa na cara dos americanos".
Escrito por fat green men às 03h06
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eu gosto de "Beleza Americana" porque...

É o PRIMEIRO filme do Sam Mendes. Kevin Spacey, Annete Benning, Mena Suvari, Thora Birch, Wes Bentley, Chris Cooper, Allison Janney... estão todos ótimos, trilha sonora, fotografia, roteiro, metáforas, frases que eu gostaria de ter dito, impacto...
e por aí vai...
Escrito por fat green men às 03h02
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e depois de um fim de semana eighties...

Minha infância de cinéfilo me permitiu conhecer muitos filmes dos quais as pessoas da minha idade não se lembram bem, como essa pérola de 1985 chamada "Clube dos Cinco". O diretor é John Hughes, que depois de um ano veio a realizar outro clássico chamado "Curtindo a vida adoidado" (outra característica marcante dos anos 80 são as adaptações dos títulos para o português, já pararam pra pensar?). Sinto dizer isso, mas "clube dos cinco" é insuperável. A aventura de Ferris Bueller, Cameron e Sloane é muito boa, é dos melhores filmes da década, eu concordo, mas os cinco desconhecidos que se encontram num castigo de sábado na escola superam fácil fácil os três amigos que resolvem se divertir um pouco ao invés de assistir aula. Anos noventa, biscoito tostines, guaraná simba e "cinema em casa", no sbt.
Escrito por fat green men às 03h26
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O Prisioneiro Espanhol

A Trapaça
Acho que eu não deveria dizer que esse é o melhor filme do Steve Martin, porque além de ter um papel secundário, não é o que costumamos vê-lo fazendo, prefiro dizer que é o melhor filme do David Mamet, que também dirigiu "Cadete Winslow" e escreveu "Os Intocáveis" e "Hannibal". Já tentei pesquisar sobre o filme, mas nem uma foto decente eu consegui pra colocar aqui. É uma produção simples, contando com um roteiro fantástico e ótimas atuações e direção. Se você gosta de "Garotas Selvagens", mas acha que o filme é exagerado, beirando a infantilidade em certos momentos, esse é o filme que você tem que ver.
Escrito por fat green men às 03h11
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"Puro cinema. Sua beleza triste fará você se emocionar" ou A melhor fotografia de todos os tempos
Barry Lyndon

- Stanley Kubrick leu o romance de William Makepeace Thackeray (primeiramente publicado em 1844) em 1972 e decidiu basear um filme nele. - Ao invés de escrever um roteiro tradicional, Kubrick escreveu uma adaptação básica do romance e usou essa adaptação pra guiá-lo durante as filmagens. - Kubrick quis criar o mais autêntico filme de época já realizado. Filmou somente em locações e usou apenas luz natural e luz de velas. - Para filmar à luz de velas, ele conseguiu uma lente especial desenvolvida pela NASA (Zeiss 50mm 0.7), e trabalhou com a Cinema Products Corporation para adaptar uma câmera BNC Mitchell 35mm a essa lente. - Entre as locações usadas estão o Castelo Howard na Inglaterra, o Castelo Dublin na Irlanda e as contruções administrativas de Frederico o Grande em Potsdam perto de Berlim. - O figurino de Barry Lyndon, que inclusive ganhou o Oscar, é formado por roupas realmente confeccionadas no século XVIII.
É o filme mais bonito visualmente que eu já assisti em toda a minha vida.
Escrito por fat green men às 03h09
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"Obviously Doctor, you've never been a thirteen year-old girl"

"Todos associaram o fim da nossa vizinhança ao suicídio das irmãs Lisbon. As pessoas viam sua clarividência nos olmos extirpados, na luminosidade ofuscante e no contínuo declínio de nossa indústria automobilística..."
Quando eu comprei o filme Virgens Suicidas, fui movido apenas pela excelente trilha sonora do AIR. Não sabia muita coisa sobre o filme, não mais do que está descrito na música Suicide Underground. Mas paguei pra ver. Uma trilha sonora tão fantástica não iria servir de fundo para um filme que não fosse tão profundo e tão surreal quanto as 13 faixas do álbum. E eu não estava errado. O filme é tudo que o cd do Air consegue ser: profundo, curioso, surreal, pessoal, tenso e sombrio. É impressionante o poder que o filme tem de te tirar da onipotência de telespectador e te transformar num mero voyeur, colecionando lembranças das irmãs Lisbon, e juntando os fatos para tentar entender a tragédia. Sofia Copolla consegue passar a idéia sem ser completamente direta.
Escrito por fat green men às 03h18
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"...that's what keeps me down..."

Por uma Vida Menos Ordinária
Era o único filme do Danny Boyle que eu não tinha visto ainda. Li muitas coisas diferentes sobre ele, em grande parte críticas negativas, mas achei muito bom. É uma comédia romântica, claro, com todos os clichês e ainda contando com a presença da Cameron Diaz (que tem a enorme capacidade de competir com a Gwyneth Paltrow no quesito falta de expressão), mas até "Embriagado de Amor", do PT Anderson, não ficou livre nem dos clichês nem do Adam Sandler, então perdoemos o Boyle. Tirando isso tudo, percebemos várias marcas do diretor no filme. Ewan McGregor, tão hilário quanto em Trainspotting, viagens psicológicas, situações inusitadas, e a usual trilha sonora, que no clímax do filme nos presenteia com Leave, do REM. Pena que antes desse clímax o filme caminhe de forma tão envolvente, mas infelizmente nos decepcione um pouco adiante com um MEGA clichê. Tudo bem, o final salva, mas não tira o gosto de "poderia ser melhor" que fica. Não sei se acho melhor que A Praia, ambos são os mais fracos do Danny Boyle. Mas são Danny Boyle.
Escrito por fat green men às 03h09
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À memória de Yuppie

Todos os Cães Merecem o Céu
Eu tinha que publicar algo em homenagem ao Yuppie, que morreu na sexta-feira. Acho que esse foi o primeiro filme que veio na minha cabeça. Estava procurando alguma foto legal pra colocar, mas não encontrei. Em compensação, em cada site que eu entrava, me recordava de mais coisas do filme, que assisti muito novo e tinha enterrado algumas coisas na memória. O filme é muito, mas muito bom mesmo. Eu não me lembrava de nem metade da história e já sentia muita saudade, agora que tudo veio à minha cabeça, estou desesperado pra chegar em uma dessas locadoras que têm um grande acervo e alugar. O que minha mente me permite lembrar: o charlie é um cachorro que morre assassinado por um outro cachorrão lá que eu não lembro o nome. O charlie tem um amigo chamado sarnento, que é um dos personagens mais carismáticos que eu já vi ("charlie, nós podemos apenas ir morar numa montanha distante láaaaaaaa no himalaia..."). Que eu me lembre o charlie ganha uma segunda chance, pra se vingar (acho que nao deve ser pra isso, porque um filme infantil não iria pregar vingança...), e a cena na qual ele e o sarnento se reencontram é uma das mais hilárias que eu já vi. Eu lembro de um relógio, de uma pilha de carros num ferro velho, de alguns personagens, lembro da parte que eu mais gosto ("você roubou!" "eu ia devolver!!" "você roubou!"). E também lembro que é muito, muito triste. Esquece Monstros S.A., Alice, Chihiro, Dumbo. Esse é o melhor filme infantil que eu já vi.
Escrito por fat green men às 04h27
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